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VÍDEO: Livânia Farias afirma que João Azevêdo negociou a sua prisão

O episódio teria ocorrido num hotel do Rio de Janeiro.

09/05/2022 às 18h36 Atualizada em 09/05/2022 às 18h51
Por: Redação Fonte: Debate PB
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VÍDEO: Livânia Farias afirma que João Azevêdo negociou a sua prisão

A ex-secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, deu depoimento ao documentário “Justiça Contaminada – O Teatro do Lavajatismo na Paraíba”, produzido pela TV Conjur, e acusou o governador João Azevêdo de haver negociado a sua prisão.

O documentário foi lançado na semana passada e traça um paralelo entre as operações Lava Jato e Calvário e contou com depoimentos de juristas renomados e trouxe questões sobre a prática de lawfare.

Livânia apareceu no oitavo capítulo e afirmou categoricamente que “(eu) tenho a certeza de que a minha prisão foi negociada pelo atual governador (João Azevêdo)”. “Eu tenho umas divergências com relação a essa questão de onde veio a pressão (para que ela fosse presa). Tenho a certeza de que a minha prisão foi negociada pelo atual governador. Agora, eu não tenho nenhuma dúvida de que o governador negociou a minha prisão. Nenhuma!”.

O documentário

O documentário lembra que em 3 de fevereiro de 2019, a Rede Globo veiculou no programa Fantástico, uma reportagem produzida a partir de vazamento de informações, mostrando o desvio de dinheiro pela Cruz Vermelha. No vídeo aparece Leandro Nunes Pereira, ex-assessor de Livânia em encontro com Michele Lousada, secretária particular do empresário Daniel Gomes da Silva, quando ela entrega uma caixa de vinho a Leandro.

O episódio teria ocorrido num hotel do Rio de Janeiro. Segundo o documentário, o Ministério Público afirma que com as garrafas também estavam R$ 900 mil.

“O Gaeco da Paraíba se refere a este episódio como crime eleitoral”, lembra o narrador do documentário. Num trecho do documentário o narrador diz ter Livânia afirmado que o dinheiro que o seu ex-assessor Leandro teria ido buscar no Rio de Janeiro foi para fornecedores da campanha eleitoral do governador João Azevêdo, em 2018.

E mais...

Livânia acrescenta no áudio reproduzido: “Tinha 900 e poucos mil. Os fornecedores receberam. Um recebeu 300 mil, um outro recebeu isso; quem determinou foi Leandro (Nunes Pereira). Leandro foi meu assessor desde 2008. Tinha esse dinheiro. Naquele processo ali, o dinheiro foi para a campanha do governador atual. Eu só disse: Leandro, tem dinheiro lá no Rio. Ele disse: se só tem tu vais tu mesmo. Ele foi e levou para os fornecedores, para a campanha do atual governador. Para pagar antecipado, porque uma coisa era confiar no ex; outra coisa era confiar no que ia entrar.”

No documentário o narrador diz que a explicação de Livânia, entre várias outras, foi deixada de lado pelo Ministério Público e pela Justiça paraibana, que focaram em acusações contra o grupo do ex-governador Ricardo Coutinho.

Mais adiante o depoimento de Livânia é retomado: “O único processo que andou foi esse que tem eu, Daniel, Michele e Leandro, que é da caixa de vinhos. E aí é que eu quero saber: o que é que o Judiciário daqui vai fazer. Porque se aquilo ali não for eleitoral, nenhum mais é. E eu acho que nem deveria ter chegado a tanto.” No documentário também está registrado que “somente na delação de Livânia, o crime eleitoral foi mencionado 217 vezes.”

Livânia

A secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias foi presa numa tarde de março de 2019, no aeroporto Castro Pinto quando chegava de Belo Horizonte, onde estava em viagem com a família. Ela era acusada de corrupção por envolvimento no que o Ministério Público classifica como organização criminosa, envolvendo a Cruz Vermelha, Organização Social que gerencia hospitais no Estado.

Confira o documentário:

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