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Polícia FEMINICÍDIO

Caso Anielle: necropsia confirma morte por estrangulamento, com fraturas de duas vértebras cervicais

O corpo de Anielle Teixeira foi encontrado na madrugada da quarta-feira (8), em uma mata no bairro de Miramar, em João Pessoa.

10/09/2021 às 15h41 Atualizada em 10/09/2021 às 17h34
Por: Redação
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Foto: reprodução
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A necropsia do corpo de Anielle Teixeira, de 11 anos, foi realizada nesta quinta-feira (9) e confirmou que a criança foi morta por estrangulamento, com fraturas de duas vértebras cervicais. Ela foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (8), em uma mata no bairro de Miramar, em João Pessoa. O suspeito de matar a criança foi preso e confessou ter cometido o crime de feminicídio, mas negou que houvesse estuprado a menina, de acordo com o delegado Rodolfo Santa Cruz, e declarou que foi agredido pela polícia pernambucana para confessar o crime.

De acordo com Helene Freire, perita e chefe do Numol, na Paraíba, os exames identificaram a presença de lama nas vias aéreas da criança, o que leva a perícia a afirmar que quando a menina foi estrangulada e levada ao local onde foi encontrada, ela ainda estava viva, respirando, e teria aspirado lama. As informações são do g1-pb.

Além disso, os exames para identificar se houve ou não violência sexual ainda estão em andamento. Um novo protocolo poderá ser estabelecido, caso não seja possível chegar a um resultado com os primeiros exames, devido ao avançado estado de decomposição do corpo que o corpo foi encontrado.

O diretor do Instituto de Polícia Científica (IPC), Marcelo Burity, onde o corpo da vítima passa por necropsia, explicou que como o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição, precisou ser congelado por 24 horas antes do procedimento ter início.

O corpo de Anielle Teixeira foi entregue à família após a necropsia e foi enterrado nesta quinta-feira (9), no Cemitério São José, no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa.

Suspeito diz que confessou crime após agressões e nega estupro

O suspeito de matar a menina Anielle Teixeira, de 11 anos, disse ter sido agredido por policiais militares de Pernambuco, após ser capturado na cidade de Ferreiros, localizada no estado vizinho, e que, por isso, teria confessado o crime. A acusação foi formalizada em audiência de custódia da Justiça da Paraíba, que manteve a prisão dele, nesta quinta-feira (9), e reforçada pelo advogado de defesa.

A Justiça da Paraíba decidiu, durante a audiência de custódia, encaminhar a acusação feita por José Alex ao Ministério Público, para que seja apurada. A Polícia de Pernambuco divulgou nota negando qualquer agressão contra o suspeito.

Segundo Daniel Alisson, advogado de defesa do principal suspeito de ter matado Anielle, José Alex da Silva teria sido agredido ainda em Pernambuco. E o suspeito disse isso em depoimento durante a audiência de custódia. O advogado atribuiu às agressões o fato de Alex ter confessado o crime. A confissão foi divulgada pela Polícia Civil da Paraíba, que afirmou que Alex assumiu a morte, mas negou o crime sexual contra a criança.

Ao G1, o comandante do 2º Batalhão da PM de Pernambuco, responsável pela prisão de José Alex, tenente-coronel Ivson Amílcar, disse não ter conhecimento de que tenha ocorrido qualquer tipo de agressão contra o suspeito. Contudo, garantiu que deve cumprir os protocolos de investigação que forem estabelecidos pela Justiça.

Em nota, a PM de Pernambuco disse que conduziu o suspeito para a Delegacia de Ferreiros “sem que o mesmo tenha sofrido lesões físicas ou mentais por parte do policiamento militar”. Reforçando ainda que foi divulgado vídeo onde o suspeito aparece sem apresentar nenhuma lesão.

Corpo encontrado três dias após desaparecimento

O corpo de Anielle Teixeira foi encontrado na madrugada da quarta-feira (8), em uma mata no bairro de Miramar, em João Pessoa. Conforme informações da Polícia Civil, o corpo de Anielle foi encontrado apenas com a blusa. Ela sumiu na madrugada do domingo, depois de sair da praia do Cabo Branco de bicicleta com um homem.

Em depoimento na Central de Polícia Civil, o suspeito não soube informar ao delegado o motivo da criança estar sem a parte de baixo da roupa. A perita Amanda Melo, no entanto, que esteve no local quando o corpo foi encontrado, revelou que há suspeita de crime sexual, mas que a situação ainda está sendo investigada.

Ele teria esperado a mãe da criança dormir para ir até o quiosque de bicicleta, por volta de 2h da madrugada, Nas câmeras, o homem aparece conversando com a menina, até que os dois saem. Conforme a delegada, o suspeito ser conhecido de Anielle pode ter facilitado a construção da confiança da vítima.

"Provavelmente, por ela ser criança, ele apresentou algum argumento que fosse de interesse dela e tinha essa questão da confiança da mãe de cumprimentá-lo anteriormente e ela segue com o suspeito", afirmou Luisa Correia.

A delegada pede que quem tiver relatos, imagens de segurança ou qualquer informação que possa ajudar no caso, pode ligar para o 197. " Precisamos dar uma resposta à altura e a sociedade pode contribuir muito", concluiu Luisa Correia.

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