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Partido Cidadania se solidariza com ministros do STF e pede impeachment de Bolsonaro

A nota assinada pelo presidente Roberto Freire lamenta que a data de hoje tenha representado um “festival de desequilíbrio".

08/09/2021 às 09h03
Por: Redação
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Foto: reprodução
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O partido Cidadania do governador João Azevêdo prestou nesta terça-feira (7/9) solidariedade aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do STF, pelos ataques de Jair Bolsonaro nos atos golpistas deste 7 de setembro. A nota assinada pelo presidente Roberto Freire lamenta que a data de hoje tenha representado um “festival de desequilíbrio, destempero e desqualificação de um presidente da República que jamais esteve à altura do cargo que ocupa nem consegue compreender o significado dos valores democráticos que partilhamos como nação.”

LEIA NA ÍNTEGRA:

O Cidadania expressa sua solidariedade e seu respeito pelo trabalho que Alexandre de Moraes – e também o ministro Luís Roberto Barroso – tem feito no Supremo Tribunal Federal para garantir direitos e liberdades fundamentais inscritos na Constituição Federal de 1988, que tive a honra de subscrever como deputado federal constituinte.

O que o Brasil assistiu neste 7 de setembro foi um festival de desequilíbrio, destempero e desqualificação de um presidente da República que jamais esteve à altura do cargo que ocupa nem consegue compreender o significado dos valores democráticos que partilhamos como nação.

De um lado, está a lei. A lei é para todos e não nos cabe como cidadãos escolhermos quais delas vamos ou não respeitar. De outro lado, estão a subversão da ordem, a instabilidade política e social, a intolerância e o autoritarismo.

Bolsonaro age para aprofundar a crise econômica e sanitária que já deixou quase 600 mil mortos, 15 milhões de desempregados, mais de 50% da população em situação de insegurança alimentar, inflação à beira do descontrole, crise hídrica e desconfiança internacional.

O presidente está em fuga. Agride as autoridades porque não sabe nem tem condições de governar. Agride as instituições porque sabe os crimes que cometeu – antes e depois da Presidência – e que ainda pretende cometer por não aceitar as regras do jogo democrático. Age como um marginal, mas não está à margem da lei.

É inaceitável que continue sentado no Palácio do Planalto, arrastando para a anomia uma sociedade que, clara e majoritariamente, rejeita seus delírios populistas. Alexandre de Moraes e o STF não podem continuar sozinhos nesta trincheira. É preciso dar um basta à amoralidade que ronda a República.

A resposta tem de ser política.

E ela começa pelo devido processo de impeachment.

Roberto Freire

Presidente Nacional do Cidadania

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