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NOSSAS ESCOLHAS

O passado deve ser referência e não prisão.

15/07/2021 às 08h38
Por: Redação Fonte: Margarida Araújo
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Imagem ilustrativa (internet)
Imagem ilustrativa (internet)

Assim como temos que identificar objetos que não nos servem mais, devemos fazer o mesmo com as pessoas inconvenientes para nós: desapegar de quem atrapalha a nossa vida.

Muitas vezes observamos coisas, pertences que guardamos sem usar: roupas, livros, entre outros. O resistir em desapegar de certas coisas é comum a nós humanos. Às vezes alguém justifica: “Mas é difícil conseguir as coisas e quando menos esperamos precisamos delas”. Será? Essa afirmação não seria só uma desculpa? Encontramos muita gente que guarda quinquilharia sem utilidade nenhuma... Ou se mantem em uma relação por conveniência ou costume...

É certo que muitas coisas têm um valor emocional, mas isso é voltar ao passado e com esse passado, algo que não existe mais e que tantas vezes trás sofrimento desnecessário.

O passado deve ser referência e não prisão. Assim como as coisas, devem ser também as pessoas, nesse aspecto. Tudo que machuca não deve permanecer. É preciso liberar, reconhecer o que ou quem precisa ficar, o que e quem precisa ir; quem ou o que faz falta para nós.

Nós navegamos pela vida sem muitas ferramentas. Não existe um radar para nos mostrar os problemas nos caminhos dos nossos planos; quais as incertezas e perigos que nos esperam no caminho das nossas escolhas.

As ferramentas que temos são as nossas emoções e sentimentos, que podem nos levar ao melhor ou pior resultado, dependendo das nossas escolhas.

Na verdade, é preciso agir com os sentimentos da mesma forma como agimos em relação aos espaços de nossa casa. Assim como temos que identificar quais objetos que não nos servem, devemos desapegar de quem atrapalha o nosso sorriso, de quem não valoriza o nosso viver. Isso traz leveza, pois abre caminhos, libera espaço para que entrem coisas e pessoas novas em nossa jornada, que está em andamento.

Não podemos é ter medo de deixar ir embora o que tiver que ir, o que não faz mais sentido. Com o tempo,  entenderemos que muito daquilo que saiu de nossas vidas foi o melhor, que nem tudo e nem todos ficarão para sempre conosco. Devemos ter mais calma para aguardar o que a vida traz enquanto se renova. É tão lindo! Sempre será...

 

                                                            Carpem Diem

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