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Paraíba HOMICÍDIO

Mãe e padrasto são acusados de espancar criança de 2 anos até a morte, na Paraíba

O delegado afirma que o padrasto fugiu da cena assim que percebeu a presença da polícia. Ele foi pego pela equipe no Morro do Urubu.

02/07/2021 07h53
Por: Redação
Foto: reprodução (TV Paraíba)
Foto: reprodução (TV Paraíba)

Uma criança identificada como Ítalo Gabriel, de dois anos, foi espancada até a morte, no bairro do Pedregal em Campina Grande, e os suspeitos do crime são a mãe e o padrasto do menino. O fato ocorreu na manhã desta quarta-feira (30) e ambos estão presos.

Segundo informações da Polícia Civil, Joana Darc Miguel Ramos, de 20 anos, chegou com o filho, Ítalo Gabriel de França, no Hospital de Trauma apresentando hematomas no corpo e rigidez cadavérica. Ele foi atendido pela pediatria, mas já estava morto.

A mulher foi presa e encaminhada para a Central de Polícia, no bairro do Catolé e, segundo a PC, ela é usuária de drogas e teria acusado o padrasto, Filipe Ferreira Xavier, de 27 anos, de ter espancado o menino. Após a acusação, uma guarnição foi em busca do acusado, mas ele conseguiu fugir. À tarde, o acusado foi detido.

A perícia constatou que a criança sofreu pancadas muito fortes nas costas, que chegaram a romper o rim e o fígado. A causa da morte foi hemorragia interna.

A suspeita negou o crime e disse à polícia que o seu marido, padrasto da criança, quem o havia espancado. O homem, que já tinha passagens pela polícia por crimes patrimoniais e de atentado à vida, também foi preso na quarta-feira (30). Segundo a polícia, uma outra filha do casal, de 4 anos, também apresentou sinais de agressões físicas. A menina passou por uma perícia e, na manhã desta quinta-feira (1º), o laudo confirmou que a criança também sofria espancamentos.

A perícia também constatou que o menino tinha várias marcas de picadas de insetos e arranhões nas pernas e nos braços, sendo alguns já em cicatrização e outros mais antigos.

Conforme a Polícia Civil, em depoimento, a mãe e o padrasto da criança entraram em contradições acusando um ao outro de ter cometido o crime. Para polícia, a peça chave para a conclusão do caso foi o depoimento de uma testemunha, que informou que viu quando os dois suspeitos agrediram a criança.

Ainda conforme o depoimento da testemunha à polícia, ela teria presenciado o momento em que a mãe da criança percebeu que o menino estava morto e teria comentado o fato com o companheiro sorrindo.

Conforme a delegada da Polícia Civil Suelane Guimarães, a testemunha ocular que estava presente na casa durante o crime, afirmou que ambos agrediram a criança.

"O padrasto realmente bateu muito nas costas dele, que a criança foi jogada, caiu no chão e ficou chorando muito. Nesse intervalo, a mãe nada fez. Foi dormir tranquilamente. Depois, levantou, tentou dar comida para a criança, que já não quis se alimentar e agrediu muito essa criança. E diziam 'você vai comer e se você não comer eu vou lhe bater e vou lhe matar'."

Depois disso, a testemunha afirmou que a mãe se levantou para ir ao banheiro, passou pela criança e já sentiu a criança fria. O padrasto disse a mesma coisa, conforme a delegada.

De acordo com o delegado Francisco de Assis, da Delegacia de Homicídios, a mãe apresentava sinais de uso de entorpecentes. No depoimento, a mulher informou que trabalha com coleta de material reciclável, que estava muito cansada e que havia deixado a criança com o padrasto, o que entrou em contradição com o depoimento do marido dela.

O delegado afirma que o padrasto fugiu da cena assim que percebeu a presença da polícia. Ele foi pego pela equipe no Morro do Urubu.

"Quando ele chega, já começou um jogo de acusações. Ele negava participação e dizia que era a mãe que agredia a criança com frequência. E ela fazia o mesmo, dizia que queria justiça, que ele era ocupado, aquela coisa toda", disse o delegado Francisco de Assis.

Além do menino que foi morto, a mulher tem dois filhos. O conselho tutelar resgatou as duas crianças, que agora estão sob a tutela do pai de uma delas. Segundo o homem, ele havia se separado da mulher após ela ter começado a usar drogas.

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