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Geral APARÊNCIA

OSTENTAÇÃO = CARÊNCIA

Infelizmente as redes sociais estão cheias de ostentadores, priorizando uma imagem social com identidade impecável, porém falsa.

25/05/2021 13h54
Por: Redação Fonte: Margarida Araújo
Imagem ilustrativa (internet)
Imagem ilustrativa (internet)

Mas é claro que ostentar é assinar um atestado de carência. Quanto mais aparência mais certeza de que está faltando algo ou muitas coisas. Os prisioneiros da ditadura da aparência, vítimas da sociedade de consumo, preocupados em passar uma imagem  social de sucesso e felicidade, esquecem-se do verdadeiro bem estar e sentido de viver.

            Infelizmente as redes sociais estão cheias de ostentadores, priorizando uma imagem social com identidade impecável, porém falsa.

            Relembremos o complexo Eróstrato ou Especialistas na arte de fingir. Em 356 aC. em uma noite sem lua, um homem chamado Erostratus, entrou em um templo, pegou uma lamparina e levou para perto do pano que envolvia a estátua de Artemis (deusa da caça) para incendiá-la.

            Assim, ele motivado pela fama,  destruiu o templo de Artemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo, com o objetivo de passar para a posteridade.

            Hoje, o “complexo Eróstrato” indica aquelas pessoas que buscam se destacar a todo custo, ao invés de desenvolverem qualidades e habilidades para agregar valor e assim constroem uma uma personalidade de ficção e para atingir seus objetivos, fogem da realidade, fingem que não têm problemas e criam ideias de que levam uma vida bem sucedida e muito feliz.

            À luz da Psicologia, na base das aparências, existe uma necessidade profunda de ser aceito, ser amado, ser importante.

             A pessoa que vive de aparências, depende da opinião dos outros, por isso constrói uma imagem de ficção para tentar obter a aceitação que necessita. O perigo é a identificação com a imagem criada, porque a pessoa passa a decidir e agir buscando a aprovação dos outros, esquecendo de construir uma vida que a faça se sentir bem, para criar uma vida falsa, que pareça boa por fora. É o medo da rejeição, porque pensam que se mostrarem como realmente são, se forem autênticas, não serão aceitas.

            Portanto, cada aparência é o reflexo de uma falta, de uma frustração ou de uma rejeição interior.

            Assim, viver fingindo é esquecer de viver. Pessoas assim, têm autoestima fraca e são emocionalmente dependentes da valoração dos outros; seu foco é a busca de aprovação, perdendo o vínculo consigo, não identificando suas necessidades.

Como disse o escritor francês La Roche Foucault: ”Estamos tão acostumados a nos vestirmos para os outros que no fim não nos vestimos para nós mesmos.” Na verdade, é comum essas pessoas ficarem presas na máscara que construíram vítimas da superficialidade e das aparências, incapazes de estabelecer relações sólidas e profundas, pois estão sempre escondendo o seu verdadeiro “eu” e se relacionam através de uma personalidade de maquiagem.

Por outro lado, manter essa imagem de perfeição geralmente não é fácil. Já disse Karl Kraus: “ fingir tem mais letras do que ser ”. A pessoa que deseja ser fiel ao caráter que construiu tem que se submeter a um controle e supervisão constantes e rígidos, para sofrer uma grande pressão auto infligida que pode explodir a qualquer momento. E isso não é felicidade. Na verdade, é a coisa mais distante da felicidade.

Portanto, quanto mais tentamos aparecer, mais longe estaremos de alcançar o que aparentamos ser. É um duplo empate psicológico porque quanto mais nos preocupamos em parecer felizes, menos tempo teremos para tentar descobrir o que nos torna realmente felizes.

            Mas como fugir da ditadura das aparências?

            Precisamos entender que nem todo mundo vai aprovar a nossa forma de viver e de pensar. O sol no seu melhor espetáculo não agrada a todos.

            Se não agradamos a todos, não significa que temos menos valor e sim que somos únicos  e ser único é muito especial...

      A ostentação tem três consequências perigosas: a ilusão de autossuficiência, a falta de humildade e o desprezo por outras pessoas.

            Sabemos que ostentação é exibição, orgulho, vaidade.  É o contrário de humildade. Quem se ostenta quer receber glória para si. A Bíblia condena a ostentação (1 João 2:16).

                                                              

                                                                          Carpe Diem

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