Vacina de estatal chinesa contra Covid-19 tem bons resultados iniciais em humanos, diz estudo

Vacina de estatal chinesa contra Covid-19 tem bons resultados iniciais em humanos, diz estudo

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria), n√£o h√° pedido de registro ou de pesquisa com a vacina da Sinopharm no Brasil até o momento.

Mais de 600 pessoas saud√°veis com idades acima de 18 anos participaram das duas fases iniciais, projetadas para verificar a seguran√ßa da vacina e as doses necess√°rias para gerar resposta imunológica. O estudo foi randomizado e contou com um grupo de controle, que recebeu uma dose de placebo (subst√Ęncia sem efeito) no lugar da vacina.

Os pesquisadores concluíram que o melhor resultado foi alcan√ßado com a aplica√ß√£o de duas doses com um intervalo de 21 ou 28 dias entre elas. Após 42 dias da primeira vacina√ß√£o, todos os participantes tiveram resposta imunológica contra o vírus detectada. Em média, os participantes levaram 28 dias para desenvolver anticorpos neutralizantes do novo coronavírus.

A vacina também se mostrou segura, afirmam os cientistas. As rea√ß√Ķes mais comuns foram dor no local da aplica√ß√£o e febre. Todos os efeitos tiveram intensidade leve ou moderada.

A vacina da Sinopharm é baseada no vírus inativado, incapaz de iniciar a infec√ß√£o, mas suficiente para gerar resposta imunológica. Outra vacina chinesa, a CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac e testada no estado de S√£o Paulo pelo Instituto Butantan, usa o mesmo método para gerar rea√ß√£o imune no corpo humano.

Vacinas de vírus inativados est√£o entre as mais f√°ceis de manusear e transportar por terem temperaturas de conserva√ß√£o mais próximas da temperatura ambiente. A CoronaVac, por exemplo, pode ser guardada em geladeira (2¬ļC a 8¬ļC) e suporta até 27 dias a 37¬ļC, de acordo com o Instituto Butantan. Essa característica as torna as mais adequadas para um país como o Brasil, de clima mais quente e dist√Ęncias longas.

O desenvolvimento do imunizante da Sinopharm e os primeiros testes em macacos foram descritos em um artigo publicado em agosto no periódico científico Cell. Os resultados mostram que o imunizante foi seguro e eficiente para evitar a infec√ß√£o pelo Sars-Cov-2 em macacos.

Até est√° quinta (15), mais de 40 das vacinas em desenvolvimento passam por uma das fases de testes clínicos, segundo a OMS (Organiza√ß√£o Mundial de Saúde). Outras 156 subst√Ęncias est√£o nas fases pré-clínicas. Segundo especialistas, ser√£o necess√°rios v√°rios tipos de imunizantes diferentes para conter a atual pandemia. As vacinas usam métodos diversos para gerar prote√ß√£o e devem ter efic√°cia variada quando usadas em grupos de pessoas diferentes.