O presidente tomou iniciativa para tentar impedir que haja uma tragédia maior que a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro atravessa a Praça dos Três Poderes para reunião com Dias Toffoli| Foto: Marcos Correa/PR

O presidente Jair Bolsonaro atravessa a Praça dos Três Poderes para reunião com Dias Toffoli| Foto: Marcos Correa/PR

O ex-candidato a presidência da República, ex-senador, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, Aécio Neves, foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção, superfaturamento e falsidade ideológica na Cidade Administrativa de Minas Gerais.

Mais onze pessoas também foram indiciadas. Foram desviados R$ 232 milhões, se somados as licitações que foram forjadas dá um total de R$ 747 milhões de prejuízo aos cofres públicos. O indiciamento foi feito com base na delação premiada da Odebrecht.

Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República havia denunciado Aécio Neves por receber R$ 65 milhões em propinas da Andrade Gutierrez e da Odebrecht em construções de usinas hidrelétricas em Rondônia no tempo em que era governador e no que foi senador. A defesa dele nega as acusações.

O presidente tomou a iniciativa da retomada econômica

Na quinta-feira (7), foram dados passos, literalmente, importantes na direção de uma reabertura econômica. Um grupo liderado pelo presidente Bolsonaro atravessou a pé a Praça dos Três Poderes para conversar com Dias Toffoli, presidente do STF.

Esse grupo foi composto por industrials da Coalizão Indústria, que representam cerca de 30 milhões de empregos diretos e indiretos, os principais ramos industriais do país. Outros presentes foram os ministros Paulo Guedes e os generais Azevedo e Silva, Braga Netto e Jorge Oliveira.

O pedido de Bolsonaro ao presidente do STF é unir os poderes para o Brasil resistir à segunda onda de tragédia. A primeira são as mortes e a saúde e a segunda diz respeito Às consequências da paralisação econômica. Há grande perigo de saqueamento e convulsão social por falta de renda.

Bolsonaro explicou isso a Toffoli. Ele aproveitou e anunciou que vai vetar o aumento de categorias que poderiam ficar fora do congelamento da folha. Aquelas categorias de municípios, estados e da União que tem emprego e pagamento garantido.

Ele estava falando sobre a proposta do Congresso que impede o aumento salarial dos funcionários públicos por 18 meses em troca de ajuda para combater o coronavírus. Os profissionais que ficam de fora são os da saúde, militares e policiais.

Haviam acrescentado outras categorias a proposta. No entanto, a economia, que era para ser de R$ 130 bilhões, ficaria reduzida a R$ 43 bilhões. Bolsonaro vai vetar esse aumento de áreas para manter a economia.

Além disso, o presidente também anunciou que está incluindo entre as atividades essenciais a indústria e o setor da construção civil. Toffoli concordou que é necessário uma retomada coordenada pelo poder Executivo com a participação de todos, planejada e bem orientada.

O presidente do Supremo Tribunal Federal lembrou que a autonomia que a Casa garantiu a governadores e prefeitos está mantida, porque, para ele, é necessário que seja estudado caso a caso como será esse afrouxamento. Inclusive, quando diz respeito a locomoção intermunicipal e interestadual.

Houve essa sacudida. Hoje, foi mostrada uma grande preocupação por parte dos órgãos públicos. E o presidente da República tomou iniciativa para tentar impedir que haja uma tragédia maior que a Covid-19.